quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Terra das Frutas

Era em uma esquina com duas ruas muito movimentadas que Prefeito foi pego consumindo a luxúria, bêbado e com as vestes todas manchadas de batom e libido. Parou na primeira página, com direito a foto pousada - pelo menos por parte da garota...de programa. Sua vida não era fácil; saber reger uma cidade não é trabalho de Jeca, mas toda essa dificuldade mostraria que não era o bastante para tal "liberdade de expressão".
O Prefeito tinha lá seus defeitos, estudado e bem crítico, andava na rua dando tchau's à todos que visse; só que pecou ao cumprimentar Doralinda, a tal garota. Ela logo se jogou ao seus braços desculpando-se e culpando o degrau tendencioso; convidou-a para encontrarem-se sem mais delongas e ela aceitou, fingindo uma timidez que beirava atuação mexicana.
No encontro. Trocaram olhares, e carícias por debaixo da mesa, ela já sabida da lascívia, o divertiu com quentes passadas de pernas. Logo o levou ao motel de sua freqüência e lá destilou-se o tesão enrustido nas horas passadas.

Doralinda, no final, despediu-se, sem dar-lhe esperança. O Prefeito a fitou e suplicou: - Por que?
Redargüiu a mocinha da vida: - Não é o bastante.

Terra das Frutas nunca mais vendeu bananas, pois a fruta lembrava - vai saber o porquê - seu fracasso. E que homem suporta a recordação de sua insuficiência?


"Reflitamos"

Rasgação de sedas

Rasgação de sedas