quinta-feira, 1 de maio de 2008

Um (de) repente

Casalsinho de pouca data, com braços assanhados por debaixo da mesa com medo de chegar à vergonha. Misteriosos olhares trocados e confundidos, que teimavam em levar o ensejo do beijo.
De frente a tela via os amantes se amarem, no desajeito da tentativa, Souza teve a triste idéia da cópia que mais tarde fez Débora enojar-se com a falta. Então começou a matutar mais, e outras, e mais algumas até que suas preces foram ouvidas. Débora tropeça e cai. Ali em sua frente, morta e ensagüentada. Ele pensa: "Se o que sentia era falso eu gostaria de saber, porque ser canalha sem saber é um dos pecados mais brutais."
O que mais posso fazer(?); erramos de sala. Não gostamos de filmes assim.



"Reflitamos"

Rasgação de sedas

Rasgação de sedas