quarta-feira, 26 de março de 2008

Não queimem as calcinhas

Rogério, machista convicto que tratava qualquer mulher com repúdio, como tratar um animal moribundo, seus carinhos eram só na hora do querer(?). Ademais nada se fazia respeitoso.
Um dia deu bofetadas na primeira menstruada que encontrou, depois de ensagüentada, em dois fluxos, ele observando suas súplicas e movimentos de misericórdia deu-lhe tudo o que a menina queria. A menina de lábios roxos e pele branca, só assim Rogério admirava. Morta.
No andar das horas, sua cúmplice consciência se fez sórdida e de nada mais adiantou lutar. Foi de casa em casa atrás daquelas que tanto tiraram o sossego da alma.
No quarto onde ficava segredando com as paredes surdas, um curioso menino viu o assassino pousar na frente do espelho com as roupas funestas.
No espelho estava grafado de batom roubado: "Não queimem suas calcinhas, dêem-me as."
Apalpava lhe o busto; na procura frustrada, viu o menino. Para próprio(a) se sentiu desejado(a) e de tudo que mais pensou foram coisas que os meninos não fazem.

"Reflitamos"

Rasgação de sedas

Rasgação de sedas